Meu Fim

Sem título

Quando a hora chegar
O céu escurecer
A lua brilhar
E eu padecer

Quando a garrafa cair
O whisky escorrer
Eu me esvair
E nada mais ver

Quando a chama apagar
As cinzas alastrarem
O sangue espalhar
E vocês gritarem

Já não ouvirei nada
Seus perdões,
Suas mentiras
Minh’alma aprisionada
Meus refrões,
Minhas iras

Mais nada

Cinzas ou Pó

morcego

Fenix queres que eu seja
Para que das cinzas eu renasça
Mas sou como o raio que troveja
E traz luz uma vez só
Por maior a escuridão que faça

Se um animal tenho de escolher
Um morcego torno-me, então
Que nas trevas tudo pode ver
E faz do ostracismo sua renovação

 Pendurado em galhos se sustenta
Encara a morte como uma só
Falsas Ilusões não alimenta
E sabe que todos ao fim da vida
Tornamo-nos pó

Vinho ou Sangue

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Admiro o Sol nascer

Com uma taça de vinho

Porém, luz não posso ver

Tu escureceste meu caminho

 

Essa noite misturou-se

Vinho com sangue teu

E nosso amor transformou-se

Em teu corpo que padeceu

 

Agora o Sol preenche a sala

Enquanto esvazia minh’ alma

Minha dor, a luz, cala

No cálice, o vinho me acalma

 

Me acalmou, me entorpeceu

Até que eu não sofra

Por não ser mais

(t)eu

 

Vampira

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Pele macia e branca
Intenso batom vermelho
O sangue que me arrancas
Torna rubro meu espelho

 A tortura me atordoa
Teu sadismo é vicioso
Ingênua beleza que destoa
De teu espírito libidinoso

 Possui todo meu ser
E deixa uma cicatriz
Por ti estou a falecer
Pois da morte és imperatriz