Caleidoscópio

Sem título

Através dele, meu olho direito
Vê tanta cor refletida
Sinto, então, algo em meu peito
Por este olho, passa minha vida

 Da infância me recordo
Como havia  luz e brilho
Agora da adolescência estou a bordo
À vida adulta foi um tortuoso trilho

 Hoje, em meio a minha escuridão
Tanto brilho quase me cega
As memórias saem do cilindro em vão
E por elas, minha alma trafega

 Caleidoscópio empoeirado
Tocaste em minha ferida
Vi, através de ti, amargurado
A psicodelia da vida

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Vinho ou Sangue

Imagem

 

Admiro o Sol nascer

Com uma taça de vinho

Porém, luz não posso ver

Tu escureceste meu caminho

 

Essa noite misturou-se

Vinho com sangue teu

E nosso amor transformou-se

Em teu corpo que padeceu

 

Agora o Sol preenche a sala

Enquanto esvazia minh’ alma

Minha dor, a luz, cala

No cálice, o vinho me acalma

 

Me acalmou, me entorpeceu

Até que eu não sofra

Por não ser mais

(t)eu