Caleidoscópio

Sem título

Através dele, meu olho direito
Vê tanta cor refletida
Sinto, então, algo em meu peito
Por este olho, passa minha vida

 Da infância me recordo
Como havia  luz e brilho
Agora da adolescência estou a bordo
À vida adulta foi um tortuoso trilho

 Hoje, em meio a minha escuridão
Tanto brilho quase me cega
As memórias saem do cilindro em vão
E por elas, minha alma trafega

 Caleidoscópio empoeirado
Tocaste em minha ferida
Vi, através de ti, amargurado
A psicodelia da vida

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Na Estante

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A vertigem em teu olhar
O sangue a escorrer
Se estou a te amar
Verei então você morrer

Sobre o cetim magenta
Teu gélido corpo branco
No chão tua vestimenta
E o coração de ti arranco

Estará em minha estante
Em um vidro com formol
Esse amor angustiante
Nunca mais em meu lençol!