Caleidoscópio

Sem título

Através dele, meu olho direito
Vê tanta cor refletida
Sinto, então, algo em meu peito
Por este olho, passa minha vida

 Da infância me recordo
Como havia  luz e brilho
Agora da adolescência estou a bordo
À vida adulta foi um tortuoso trilho

 Hoje, em meio a minha escuridão
Tanto brilho quase me cega
As memórias saem do cilindro em vão
E por elas, minha alma trafega

 Caleidoscópio empoeirado
Tocaste em minha ferida
Vi, através de ti, amargurado
A psicodelia da vida

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Cinzas ou Pó

morcego

Fenix queres que eu seja
Para que das cinzas eu renasça
Mas sou como o raio que troveja
E traz luz uma vez só
Por maior a escuridão que faça

Se um animal tenho de escolher
Um morcego torno-me, então
Que nas trevas tudo pode ver
E faz do ostracismo sua renovação

 Pendurado em galhos se sustenta
Encara a morte como uma só
Falsas Ilusões não alimenta
E sabe que todos ao fim da vida
Tornamo-nos pó