O Funeral

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Sinto no corpo a chuva cair

Corpo esse que você tanto tocou
De dentro de mim te deixo sair
Na névoa a chuva minh’alma lavou

O que fizeste pra mim
Sempre esteve marcado
Agora me liberto enfim
Da dor por ter te amado

Sinto cada gota escorrer
Como uma lágrima chorada
Sem você agora vou viver
E por mim mesma serei amada

Cavaste tua própria sepultura
Me deste nada além de dor
Tenho agora uma nova armadura
Sobre teu túmulo, meu adeus e uma flor

 

Teu Castigo

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Tão rápido me despi
Vi chamas em teu olhar
Dois amantes ali
Sozinhos a se tocar

Senti tua pele macia
E muito mais que isso
Tua alma me contagia
Tu és agora a mim submisso

Te ordeno que morra
Pois já me satisfez
Ou viverás numa masmorra
Em eterna embriaguez

Teu corpo jaz aqui
Onde já esteve vivo
No inferno já chegou
Pois lá tens lugar cativo

*Personagem inspirado por “Um Beijo de Vida, Outro de Morte” de Amanda Cipullo: http://anotheroldblues.com/2013/07/31/um-beijo-de-vida-outro-de-morte/